7 Respostas para as dúvidas mais comuns sobre Educação 4.0



Segundo Paulo Freire “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou a sua construção.” Quando falamos em empreender trazemos à discussão características fundamentais que permeiam o universo educacional, no Brasil em pleno século XXI. O termo Educação 4.0 conduz à discussão toda evolução tecnológica que estamos inseridos, e as necessidades educacionais das novas gerações. O fato é que replicar conhecimento não predetermina o aluno para a realidade que irá vivenciar. Mas, atribuir a esse aluno liberdade para que esse possa desenvolver suas próprias competências o fará sentir-se capaz e o direcionará ao sucesso. Para isso ele precisa aprender a construir, desconstruir e reconstruir a aprendizagem.

  1.            O que é Educação 4.0?
    A Educação 4.0 é uma forma objetiva e colaborativa de aprendizagem com base no conceito de Learning by doing. Nesse conceito, de aprender fazendo, os professores são facilitadores entre os alunos, na estruturação de comunidades em torno do aprendizado, do talento e das principais habilidades desses alunos, que passam a aprenderem uns com os outros e, a compreenderem que em alguns momentos é necessário desaprender ou desconstruir e que aprendemos coisas diferentes de maneiras diferentes para cada contexto.
  2.       Como a Educação 4.0 pode mudar o aprendizado?
    Partindo-se da ideia de que colaborar, criar, pesquisar, compartilhar, são conceitos e iniciativas que deverão fazer parte cada vez mais do processo de ensino e aprendizagem da Educação 4.0. Os alunos terão que desenvolver desde cedo, com a orientação dos professores, sua capacidade autodidata durante a vida escolar, de forma a serem capazes de continuar aprendendo, ao longo da vida, sem a necessidade extrema de voltar às salas de aula.
  3.      Como devem ser as salas de aula no modelo da Educação 4.0?
    As salas de aulas, nesse modelo educacional, passam a ser espaços de desenvolvimento de competências, onde a pesquisa e a troca de ideias e experiências colaborativas serão as bases do conhecimento, deixando de lado a simples replicação de conteúdo, como no modelo tradicional.
  4.       Quais habilidades deve ter o professor da Educação 4.0?
    Observando a grande oportunidade de transformação do processo de ensino e aprendizagem, não somente com o uso da tecnologia, mas também para promovermos ações inovadoras, por meio do uso de novas abordagens educacionais que atendam ao perfil dos novos alunos que, por serem nativos digitais, preferem aprender por meio de experiências e vivências. O professor nesse modelo educacional precisa adquirir competências, além do conteúdo que ele domina. Por exemplo, ele precisa saber ouvir seus alunos e suas necessidades e adaptar a sala de aula para alcançar esses alunos. As tecnologias precisam ser utilizadas pelo professor e consequentemente pelos alunos, que por serem nativos digitais, sentem maior facilidade de aprenderem por meio de experiências e vivências. O professor também deve sentir-se livre, para no contexto sala de aula desenvolver sociabilização e tolerância entre a turma.
  5.      Quais as habilidades que o aluno precisa desenvolver nesse contexto?
    A partir do momento que o professor dá liberdade para que a turma possa ganhar autonomia na aprendizagem, ele desvincula a educação, daquela caixa padrão de produção de alunos e passa a desenvolver nesse cidadão, em plena formação, a necessidade e a capacidade de adaptação, além do senso crítico, da resolução de problemas e do conhecimento e uso da tecnologia para o próprio aprendizado.
  6.      Qual o papel da escola na Educação 4.0?
    A escola precisa aproximar professores e gestores para que juntos promovam a constante troca de ideias sobre as ações que serão desenvolvidas no âmbito escolar, com a finalidade de possibilitar tirar do papel o conceito educacional 4.0 e torna-lo real.
  7.      O que se espera da educação desenvolvida por esse molde?
    É bom lembrar que atualmente grande parte dos recursos tecnológicos, de uma forma ou de outra, já faz parte da rotina dos alunos, assim também como afirmar que são os professores os maiores promotores e motivadores para o uso da tecnologia como possibilidade de atividade, projetos e interação na sala de aula, fomentando a autonomia e o protagonismo e desenvolvendo habilidades para as profissões e carreiras que esses alunos escolherão para o futuro.

A tecnologia é apenas uma das muitas influências disruptivas na educação hoje, que deixa de ser um modelo de transferência de conhecimento, modelo esse que anulava a capacidade criativa desse aluno, para um modelo totalmente colaborativo, ativo e autodirigido e envolvente que ajuda os alunos a aumentarem seus conhecimentos e desenvolverem suas habilidades. É bom lembrar que se a indústria mudou, a educação tem acompanhado radicalmente essa mudança, por isso cabe à escola ser agente participativo e colaborador da formação de profissionais mais preparados para assumirem a função e a qualificação no futuro da sociedade brasileira. 


Por, Zulemay Ramos - Líder do Grupo de Educadores Google de Belém - Especialista em Educação Transformadora.