Por que fazer parte de um GEG?


Olá educadores e educadoras, essa postagem é minha primeira contribuição dentro do blog do GEG Brasil e sendo assim, achei interessante fazer um texto mais intimista.

Sou professora de ciências há 18 anos. Desde o primeiro ano de magistério uma indagação ficava martelando minha cabeça… Como deixar as aulas mais dinâmicas, mais divertidas? Procurei em vários lugares (bibliotecas, livrarias, Internet e por aí vai). As contribuições mais valiosas nesses primeiros anos, vieram de professores colegas de trabalho. Aprendizagem por pares na prática, na veia. E isso dá muito certo. Meus caminhos me levaram a desempenhar diversas funções na educação. Fui validadora de conteúdos digitais criados por outros professores, ilustradora pedagógica, designer, conteudista de planos de aula para o MEC (estes validados por outros professores), saí da sala de aula, tornei-me formadora de professores na utilização de tecnologias educacionais, enfim… A questão de ensinar e aprender com pares meio que sempre esteve presente. Mas a experiência profissional como líder do Grupo de Educadores Google de Curitiba foi sem dúvida, uma das mais fantásticas que tive até o momento.

O que o GEG mudou? Bem, eu sempre “me achei sabidona” nas tecnologias digitais. Aí em agosto de 2017 entrei de cabeça, assumindo o GEG Curitiba, e percebi que tinha um universo de coisas que eu ainda precisava aprender. Nos primeiros meses, aprendi muito sobre ferramentas Google, coloquei esses saberes todos em teste, passando pela Certificação Nível 1 e Nível 2 - e gente, super recomendo essas certificações, porque aprende-se muito nesses processo, e na troca com os outros líderes, via Grupos Google, Comunidade GEG Brasil, hangouts e webconferências. De repente me vi conhecedora de conteúdos que antes não teria contato, pois minha função profissional principal não exigia, mas como efeito colateral, ajudou-me também na formação de professores pela SEED/PR. Fez com que eu saísse de uma zona de conforto que não tinha consciência de que estava.

Só que não parou por aí… Sou uma pessoa tímida, e assumir a liderança colocou-me forçosamente a frente, buscando locais para a realização dos grupos, contatando pessoas que nunca vi na vida, entrando em contato com empresas, ONGs, escolas públicas e particulares. Ai vi que a responsabilidade é bem grande e que levar um GEG fica mais legal e tranquilo com boas companhias. E por conta disso, fui reforçar laços de amizade com minha amiga do mestrado, a Thais (Tata) Eastwood Vaine. Ela tornou-se meu braço direito (e acho que esquerdo também) no GEG Curitiba, e ainda por cima, virou Google Innovator (pra encher de orgulho toda nossa gente!!!).

Inauguramos a nova cara do GEG Curitiba ano passado, mas é esse ano que o grupo está acontecendo de verdade. Estamos reunindo gente muito legal, não só professores, mas empresários, designers, alunos, coaching. Tanta gente com formação diferente, que mostra que a educação é um somatório de conhecimentos e que temos muito o que avançar. Cada encontro é em si um desafio, mas também uma recompensa muito boa. A busca, organização (tanto logística quanto de conteúdo, pois queremos proporcionar uma experiência única em cada encontro) toma tempo, mobiliza recursos, mas vale a pena.


No primeiro encontro deste ano, um professor deu um depoimento muito legal. Ele disse que nos locais que ele atua sempre se sentiu sozinho, isolado, pois apenas ele ousava e usava as tecnologias. Mas quando encontrou o GEG, ele encontrou a “turma” dele. Viu que se tem tanta gente reunida, então ele está no caminho certo e que o grupo o incentivou a continuar e insistir em mudar (pra melhor) a educação.

Somos um grupo novo, tal qual crianças, nos deslumbramos com cada integrante que traz sua experiência, um aplicativo, site ou proposta nova e legal para ser usada no contexto da educação, mas principalmente, pela energia boa que corre dentro do GEG. É ajuda, incentivo, inovação, amizade, força do grupo e tanto mais que não cabe escrever, mas sentir e continuar participando.

O lema da gente é: juntos somos mais fortes. E acho, mais felizes.